Rascunhos IV

Acho importante eu fazer algumas considerações sobre a postagem anterior, principalmente por causa do primeiro parágrafo. O texto é referente à falta de amparo com os novos escritores. Eu sei que apenas o tempo mostra a qualidade do livro e quanto a isso é necessário calma! Conflitos humanos sempre existiram e é possível compreender os questionamentos através de obras de séculos passados. Eu mesmo já me identifiquei diversas vezes com livros do século XIX e por longos anos Byron e Álvares de Azevedo foram fontes de inspirações e de refúgio. É impossível ignorar o valor das obras clássicas e jamais ousei fazê-lo. Goethe, Camões, Keats, Byron, Machado de Assis, Balzac, Álvares de Azevedo, Baudelaire, Rimbaud serão para sempre grandes gênios da literatura.

Ignorar obras clássicas é ignorar a história. A minha intenção não foi de classificar as obras de séculos passados como “velhos”. Todas elas possuem valor estético, histórico, antropológico, cultural. Antes de a literatura ser ferramenta de estudos, ela é uma forma de entretenimento e com isso o leitor tem a autonomia de decidir o que irá ler. Deve haver pesquisas de diversas obras independente do período. Tenho a certeza que me alterei desnecessariamente sobre as pós-graduações pesquisarem até hoje a obra A Divina Comédia. Essa obra de Dante Alighieri possui um grande valor na literatura italiana e será sempre uma referência na história para compreender a Renascença ou como está presente no vídeo “Os velhos e os novos pecados” de Leandro Karnal que pecados são efêmeros.

Conflitos humanos, angústias, melancolia, tristeza existem há séculos, mas há questionamentos sim que são típicos de nosso tempo. A sociedade está mudando e estamos vivendo um intenso período de transição, através dessa perspectiva acredito que o nosso amparo (ou pelo menos o meu) pode estar nos autores contemporâneos e penso que eles têm algo a nos dizer, suavizar (ou não!) as dúvidas.

A literatura clássica jamais será obsoleta da mesma forma que as músicas de Beethoven, Chopin serão sempre emocionantes!

Álvares de Azevedo

Álvares de Azevedo

O Alienista (Machado de Assis)

O Alienista (Machado de Assis)

“Negar a tradição é a melhor forma de enriquecer a tradição” (Nicolas Behr). Por isso é preciso negar o que imposto; o que é palatável; o que é visto como essencial; tudo o que é contemporâneo; tudo o que é clássico. Só assim a cultura enriquece. Esse insight eu tive agora! Eu escrevi um texto a favor de autores atuais, mas me pergunto se eu mesmo os valorizo, pois na maioria das vezes eu não sei quem são. No Recanto das Letras tem escritores interessantes que eu com certeza convidaria para uma conversa em um café. Eu leio até hoje os autores clássicos e tentei negá-los. Eu tenho amor pelas obras do Rimbaud, Álvares de Azevedo, Goethe e Byron e isso jamais haverá de ser desfeito.

Até a falta de amparo com os novos escritores é questionável!

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