Incêndio

Sempre escuto críticas sobre a Cultura no Brasil e eu gostaria muito de saber quem valoriza a cultura. Com muita frequência escuto algum músico daqui de Rondonópolis reclamando da falta de respeito com os artistas no país. Acho muito interessante e charmoso quando um artista usa o microfone para exigir melhores condições de trabalho.

A desvalorização da cultura é maior do que imaginamos e me preocupa bastante. Tenho algumas indagações, como: Monopolizar as quintas-feiras é valorizar a Cultura? Tocar sempre as mesmas músicas é respeitar o público? Organizar sarau apenas para ganhar dinheiro é pensar na cultura? Valorizar apenas os artistas que fazem parte de um selo é valorizar a arte?
Quem compra livros? Quem pega livros em bibliotecas? Quem compra livros de poesias e quando foi a última vez que comprou um? Quando foi a última vez que comprou um livro de um poeta independente?
Fico profundamente chateado com o desrespeito que o mercado literário faz com os autores clássicos. É injustificável as obras do Lord Byron não terem sido traduzidos para a língua portuguesa. Até onde sei, o idioma inglês é o mesmo há séculos, se há diferenças, são mínimas, pois essa língua não passou por intensas reformas ortográficas. Não há explicação para obras-primas byronianas como Don Juan, Cain, Sardanapalus não serem comercializadas aqui no Brasil.

Acho de péssimo gosto culpar apenas o governo pelos desrespeito com os artistas. Verifico que os restaurantes, bares, livrarias, editoras, produtoras, selos, gravadoras, museus desrespeitam às vezes muito mais.

Acho que especial não são aqueles que fazem arte, mas sim aqueles que sabem apreciar e valorizar a arte. Pessoas que sentem prazer em assistir uma apresentação, ler um livro, admirar uma pintura são raros, muitos querem apenas mostrar a sua arte.

umcachorroandaluz

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Para quem eu escrevo? Meus poemas são herméticos e com uma linguagem rebuscada e eu sou um poeta inacessível e distante. Quem sentirá o crepúsculo que eu desenhei no Solstício ao Luar ? Talvez eu já seja um “poeta maldito”, sei apenas que o poeta se encontra distante de seu povo.

 

“Quanta glória pressinto em meu futuro!” (Álvares de Azevedo)

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A música “Woman in Chains” provoca deliciosas sensações desconhecidas, indizíveis e indeléveis, cuja musicalidade inefável perfura muito além do coração.

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