Poética da Existência (fotos)

Era uma tarde do dia 10 de julho, quando fui convidado pela Helen Santana para fazer parte da agenda cultural do Congresso de Pesquisa em Educação. Me senti lisonjeado pelo convite e vi como uma excelente oportunidade para realizar exibições de documentários vinculados à Literatura.

A minha ideia de Transgressão: Poética da Existência foi baseada nas sessões “Lettera Cine” que o grupo Poesia Maloqueirista organiza mensalmente em São Paulo, com filmes que envolvem a vida e obra de poetas inquietos e seus movimentos de resistência.

Não houve Mesa Redonda para a discussão ou reflexão dos filmes. A proposta dessa exibição foi também uma tentativa de romper com a concepção de que é necessário um mediador para formar opiniões sobre os conteúdos que podem ser explorados do filme. Apesar de que estávamos em parceria com um evento científico, não tínhamos compromisso com o academicismo.

Foram exibidos dois documentários: Filme Para Poeta Cego e Bruta Aventura em Versos.

“Filme para poeta cego”, curta-metragem de 25 minutos, retrata o poeta underground Glauco Mattoso, cego e sadomasoquista, que aceita participar de um documentário sobre a sua própria vida impondo condições que dificultam a vida do jovem diretor.

O filme foi exibido na sessão Spectrum Shorts do Festival de Rotterdam 2013, ganhou o Prêmio de Melhor Filme no 20° Festival Mix Brasil, o Prêmio de Melhor Direção no Festival Primeiro Plano 2012, o Prêmio Revelação no 16° Festival de Cine Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira, Menção Especial do Jurado no Festival de Murcia (Espanha), Prêmio de Melhor Direção na 9° Cine MuBE Vitrine Independente, Prêmio de Melhor Curta-metragem na Mostra do Cinema Livre 2013, Prêmio Cachaça Cinema Clube no Kinoforum 2012, Prêmio Aquisição do Porta Curtas, além de exibições em muitos outros festivais no Brasil e no exterior.

A “Bruta Aventura em Versos” retrata a ícone da poesia marginal dos anos 1970 no Rio, Ana Cristina Cesar. A poeta se matou em 1983, aos 31 anos, deixando inúmeros leitores e adeptos. Ela criou versos, traduziu poemas e contos, pesquisou sobre cinema e literatura, escreveu artigos, deu aulas, redigiu cartas. Seu estilo direto porém delicado, visceral, comunicativo influenciou a literatura e a poesia de diversos artistas. A partir da apropriação de sua obra por outros artistas, o documentário procura captar a beleza e a originalidade de sua escrita, seja através da dança de Marcia Rubin, do espetáculo de Paulo José e Ana Kutner ou da poesia de Alice Sant’Anna. Todos, de maneiras diversas e particulares, conviveram com as vírgulas, as pausas, a voz e os olhos da poeta.

Quero deixar também os meus agradecimentos a Preta Portê filmes e a Poesia Filmes, que me presentaram com os dvds dos filmes. A “Transgressão: Poética da Existência” foi também o lançamento desses filmes no Mato Grosso.

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