Dali’s Mustache

Hoje recebi um presente muito legal: “Dali’s Mustache”

O amigo Bruno Ribeiro visitou mês passado o Espace Dalí na França e me presenteou com esse belíssimo livro. Livro lindo e cheiroso! Gostei pra caramba!!! E espero ir esse ano para Porto Alegre para caminharmos em boêmia pelos bulevares gaúchos.

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Acrobata

“Uma linda moça trafega na rua de bicicleta, deixando seus rastros nas esquinas anônimas. Seu olhar define um percurso objetivo, mas sem perder o charme de rabiscar curvas incertas. Neste número, chegamos suavemente, pedalando na sombra e com o olhar concentrado na direção do adiante. Pedalar: verbo que nunca teve tanta força política como tem agora; contestação do nosso modelo de cidade; resistência voluntária; inteligência, natureza e fraternidade sobre rodas sustentáveis. Seguimos no caminho dos possíveis que se realizam fora da História, nos quais o mundo não vive só de re(a)presentações.”

 

A edição número 2 de Acrobata, em formato virtual e disponível para download:

http://issuu.com/revistaacrobata/docs/acrobata_2_issuu

 

Revista de Teresina que contou nessa edição com escritores de outros cantos do Brasil! Multiplicadora da Cultura e de extensão de ideias, fazem mais uma vez, um belo trabalho tanto no nível local quanto no cenário nacional.

 

A Cultura agradece!

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Orgânico Dub e a “Segunda de Carnaval”

No feriado do dia 3 de março, tive uma surpresa: o evento “Segunda de Carnaval” que aconteceu na praça Brasil, organizado por músicos em parceria com a Alendart Tattoo & Piercing. A tarde na praça, contou com a apresentação de Orgânico Dub, projeto do Jean Medeiros de música influenciada por ritmos jamaicanos. Em formato de música eletrônica, Jean discotecou Dub, Rap, Hiphop com o canto de Luiz Góes, Vinicius Comparini e Heitor Gomes.

O evento de apropriação da praça me fez perceber outra Rondonópolis, cujo espaço sociabilizado e social se tornou palco de manifestações artísticas nas canções e nas relações simbólicas com o ambiente. Achei também interessante ver as pessoas andarem de Skate em volta dos cantores e os expectadores, chupando sorvete e tomando tereré, sentindo-se à vontade e confortável com a comunicação e identidade reinventada no cenário urbano.

Percebi um ritmo forte e as letras com alto teor de concentração. As músicas, quilométricas, produziram ressonâncias em mim e explorei sensações distintas. Não me considero um praticante de Rap, mas não posso deixar de admitir que as batidas e as letras rimadas ou não, exerceram influências em mim, na compreensão da cidade que resido e, até mesmo, de estar mais próximo da Cultura local. Foi nesse dia, que eu percebi que o Rap também reinventa e cria palavras.

Durante a apresentação, fiquei inquieto com o discurso “cultura de rua”. Para mim, todas as artes são de rua e podem estar ou ser de todos os outros lugares, sem restrição ou limitação. Precisei pesquisar sobre essa expressão para conseguir compreender o que significa essa afirmativa. Segundo Hinkel (2008), Azevedo & Silva afirma de que a “Cultura de Rua é a denominação reivindicada para suas práticas, que, ao menos ao nível do discurso, não aspiram aos salões aristocráticos, nem ligam a mínima para quem inventou a palavra cultura, porque, antes de ser um conceito, para eles é um modo de vida e expressão. Eles a empregam num sentido que transcende a sua utilização antropológica mais ampla, para definir uma opção estética, política e social”.

Os pensamentos, em forma de canção, revelaram os desconfortos, os protestos, os encantos, a sutileza de quem mora em Rondonópolis, no contexto da classe média, com o olhar para a periferia. Apesar de que eu estava sentado, curtindo a apresentação na sombra, o show parecia ser uma conversa. Houve vários momentos que eu senti alguns de meus gritos serem musicalizados, que me demonstrou que a praça foi também o espaço de compartilhamento de sentimentos.

Com isso, senti uma enorme satisfação de participar da “Segunda de Carnaval”. Foi um evento que considerei como inusitado, pois jamais havia assistido a um show na praça e mesmo morando em Rondonópolis, foram poucas vezes que passei uma tarde naquele espaço agradável para estar, descansar, desfrutar e se divertir. 

Outras coisas

Ai, esse meu blog tão parado, tão calado e tão calmo. Um dia foi incendiário… Incendiário até demais! Revisito publicações anteriores: Oh, não! Como eu disse aquilo?

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A terceira edição de “Transgressão: Poética da Existência” foi muito legal!! Um evento que muito me acrescentou. Conheci Glauco Mattoso, Ana Cristina Cesar, Roberto Piva, Fernando Lemos, outros artistas que serão divulgados nos próximos eventos. Sem contar que foi um imenso prazer dialogar com os/as diretores/diretoras dos documentários. Valeu a pena!

A exibição de “Fernando Lemos Atrás da Imagem” foi a última que eu apresentei como um estudante do curso de Psicologia. Outros eventos irão acontecer! Quem sabe até em outra cidade… “Não é uma questão de saber pra onde vai ou pra que serve, mas é autêntico, como somos autênticos nós”.

 

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E uma boa notícia para a Cultura brasileira:

http://rascunho.gazetadopovo.com.br/noticia/murilo-mendes-de-volta/

Surrealismo ganhando força no Brasil e reconquistando o seu espaço.